KUXA KANEMA: O NASCIMENTO DO CINEMA
de Margarida Cardoso,
Portugal, 2003, 52’
A primeira acção
cultural do governo Moçambicano logo após a independência, em 1975, foi a
criação do Instituto Nacional do Cinema (INC). Os cinemas são nacionalizados e
as unidades de cinema móvel vão mostrar por todo o país a mais popular produção
do INC, o jornal cinematográfico KuxaKanema. O seu objectivo era " filmar
a imagem do povo e devolve-la ao povo”.Mas hoje, depois de anos de guerra,
desilusões, e destruído por um fogo em 1991, a grande empresa que foi o INC
quase não existe. Felizmente sobreviveram no arquivo as imagens que são o único
testemunho dos 11 primeiros anos de independência, os anos da revolução
socialista. É através dessas imagens, e das palavras das pessoas que as
filmaram, que vamos conhecer o percurso de um ideal de país, que se desmoronou,
pouco a pouco, com o ideal de "um cinema para o povo", e com os
sonhos das pessoas que um dia acreditaram que Moçambique poderia vir a ser um
país diferente.
A ARVORE DOS ANTEPASSADOS
de Licinio de Azevedo,
Moçambique,
Durante os 15 anos de
guerra em Moçambique, um milhão e meio de moçambicanos tiveram que encontrar
asilo nos países vizinhos. Não houve tempo para se despedir, nem cumprir com as
formalidades em relação aos mortos. Em 1984, quando a guerra atingiu a província
de Tete, Alexandre Ferrão foi escolhido pelos tios para levar a família para o
Malawi. Os que aguentavam caminhar e as crianças, foram com ele. Dez anos
depois, com o fim da guerra, Alexandre decide que estava na hora de regressar
para se reconciliarem com a árvore dos antepassados. Este filme é a história da
viagem de regresso à casa da família.
A HISTÓRIA DE UM MINEIRO
de Nicolaas Hofmmeyer e
Gabriel Mondlane, Moçambique/ África do Sul, 2001, 40’
I LOVE YOU
de Rogério Manjate,
Moçambique, 2007, 4’
Josefina é a vizinha de
Mandala, um menino de 11 anos de idade. Mandala descobre que Josefina é uma
prostituta. Sabe do HIV/SIDA, mas não sabe como explicar de usar preservativos.
Encontra uma maneira original e única para falar do assunto através do amor
inocente que sente para ela.
JUNOD
De Camilo de Souza,
Moçambique, 2003, 43
A vida e a obra do
suíço Henri-Alexandre Junod (1863-1934), um homem de múltiplos talentos:
antropólogo, linguista, fotógrafo, entomologista, escritor de ficção. Filmado em
Moçambique e na África do Sul, onde ele viveu mais de duas décadas. O
documentário situa a época politicamente conturbada em que Junod chegou a
África, para se estabelecer em Moçambique. Intelectuais, discípulos e
descendentes deste brilhante intelectual, discorrem sobre a modernidade e
atualidade do seu pensamento. O documentário foi produzido com o apoio
financeiro da Agência Suíça para o Desenvolvimento e Cooperação.
A TEMPESTADE
De Orlando Mesquita,
Moçambique, 2008, 30’
Noé, um jovem pescador,
com uma visão moderna da sociedade, porém submissso perante seu pai conservador
e machista, é obrigado a presenciar como a sua mãe se torna vitima da
frustração do pai à medida que o pescado diminui. Quando o seu pai rouba o
dinheiro que Rosa, esposa de Noé, guardou para construir uma nova casa fora da
sograria, Noé vê-se forçado de levantar-se contra a violência do seu pai se
quiser reaver o seu amor e reconstituir o seu lar.
MIA COUTO: O Desenhador
de Palavras
de João Ribeiro,
António Emílio Couto,
publicou o seu primeiro livro em 1983 sob o título “A Raiz de Orvalho” e, desde
então, a sua obra não pára de crescer. Este filme é um retrato íntimo sobre os
vários “eus” de Mia Couto e uma visão do seu país através do olhar de quem escreve
aquilo que ousou sonhar.
O JARDIM DO OUTRO HOMEM
de Sol de Carvalho
Sofia tem 19 anos e
vive num subúrbio pobre de Maputo. Passa diariamente por enormes dificuldades
para prosseguir os estudos que lhe podem abrir as portas da universidade e a concretização
do seu grande sonho: ser médica. E as dificuldades aumentam quando se descobre
vítima de assédio por parte de um professor, possivelmente infectado com o
vírus HIV, que não hesita em manipular o resultado do exame para conseguir o
quer...
MAHLA
Mickey Fonseca e Pipas
Forjaz, Moçambique, 2010, 26’
Ermelinda é uma enfermeira que trabalha no Hospital Central de Maputo.
Cansada da violência física que recebe de seu marido, Jerry, um agente
imobiliário, decide deixa-lo mesmo apercebendo-se que está gravida. No machimbombo
a caminho de casa para pegar seu filho e deixar Jerry definitivamente, algo
acontece.
OS 5 ELEMENTOS
Alio-me a este golpe de
vista para quebrar tabus relacionados com a cultura suburbana HIP-HOP
underground. O filme procura absorver o pensamento social de 5 elementos (MC,
DJ, B.BOY, GRAFITTY, CONSCIENCIALIZAÇÃO) e contribuir para a compreensão social
e política do sujeito periférico.

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